/// Nós, os ratos
Aluguei meu refúgio interior,
Como um repertório explorável,
Em troca de poucos trocados.
Minhas ideias sugadas,
Que eletrificam a Roda que infarta
E nos matará.
Náusea me invade.
Meus únicos esconderijos...
Minhas músicas; meus livros; meus ídolos.
E quando meu rosto dedurar minha idade?
Em qual vala serei descartada, junto das minhas ideias?
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02/abr/2019 - São Paulo, Brasil
3.4.19
19.3.19
Borboleta
/// Borboleta
Conflito entre fala e Liberdade.
Mordaça invisível,
Mas quase tangível.
Ânimos, Áries, Marte.
Espasmos,
Músculos.
Extremos:
Contração e descontração.
Tensão prévia à autodepreciação.
Tom de voz.
Chamado ao confronto?
Libertar o ímpeto de dizer o que se guarda.
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12/mar/2019 - São Paulo, Brasil
Conflito entre fala e Liberdade.
Mordaça invisível,
Mas quase tangível.
Ânimos, Áries, Marte.
Espasmos,
Músculos.
Extremos:
Contração e descontração.
Tensão prévia à autodepreciação.
Tom de voz.
Chamado ao confronto?
Libertar o ímpeto de dizer o que se guarda.
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12/mar/2019 - São Paulo, Brasil
1.3.19
Dove Rosa
/// Dove Rosa
O cheiro
Daquele Dove
Me traz de volta dias vividos
E jamais esquecidos
Porém perdidos na memória.
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20/fev/2019 - São Paulo, Brasil
O cheiro
Daquele Dove
Me traz de volta dias vividos
E jamais esquecidos
Porém perdidos na memória.
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20/fev/2019 - São Paulo, Brasil
Fala
/// Fala
Temos ossos aplastados,
Sonhos sufocados,
Bocas abafadas,
E esperanças encarceradas.
Regras e dedos nos cercam.
Eles são os donos do nosso pão.
Eles vingam a moral da fé comum:
Tiram quando querem,
Esmolam quando querem.
Então, fique sabendo que eu não tenho mais
Compromisso com fins otimistas.
Falo o que vejo:
Não suavize o que eu digo.
Cambaleando, eu prefiro
Segurar o peso das minhas ideias.
Eu tombo sim, mas sou leve
Pela liberdade que alçam as minhas palavras.
Quero minha indignação sempre viva.
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16/fev/2019 - São Paulo, Brasil
Temos ossos aplastados,
Sonhos sufocados,
Bocas abafadas,
E esperanças encarceradas.
Regras e dedos nos cercam.
Eles são os donos do nosso pão.
Eles vingam a moral da fé comum:
Tiram quando querem,
Esmolam quando querem.
Então, fique sabendo que eu não tenho mais
Compromisso com fins otimistas.
Falo o que vejo:
Não suavize o que eu digo.
Cambaleando, eu prefiro
Segurar o peso das minhas ideias.
Eu tombo sim, mas sou leve
Pela liberdade que alçam as minhas palavras.
Quero minha indignação sempre viva.
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16/fev/2019 - São Paulo, Brasil
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